Tabela CSOSN 2026: os 10 códigos e os 4 que o varejo do Simples usa (102, 500, 101, 400)
Se a sua loja está no Simples Nacional, toda NFC-e e NF-e leva um CSOSN por item. São 10 códigos, mas o varejo usa quatro na prática. Veja a tabela completa, decida entre 102 e 500 por produto e baixe a planilha que preenche o código sozinha.

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A tabela CSOSN tem 10 códigos, e a loja do Simples Nacional usa quatro deles em praticamente todas as notas: 102 na venda comum, 500 no produto com substituição tributária, 101 na venda para empresa que aproveita crédito e 400 no produto isento. Errar o código é o jeito mais rápido de ter a NFC-e rejeitada com o cliente na frente do caixa. Neste guia você encontra a tabela CSOSN completa com o CST equivalente, uma tabela de decisão por situação de venda, as rejeições que o código errado provoca e uma planilha que preenche CSOSN e CFOP dos seus produtos sozinha.
O que é CSOSN e quem precisa informar?
CSOSN é o Código de Situação da Operação no Simples Nacional: um código de três dígitos, informado item a item na NF-e e na NFC-e, que diz à Sefaz como o ICMS daquele produto é tratado dentro do Simples. Toda empresa com CRT 1 ou 2 (Simples Nacional, com ou sem excesso de sublimite) informa CSOSN em vez do CST de ICMS; a empresa do regime normal (CRT 3) usa o CST. O MEI, que desde abril de 2025 tem o CRT 4 próprio, também informa CSOSN quando emite nota, sem os códigos de crédito, porque não transfere crédito de ICMS. Na prática, o CSOSN é uma das três informações fiscais que cada produto carrega no cadastro, ao lado do NCM e do CFOP: o sistema lê os três na hora da venda e monta a nota. Como o Simples funciona, e por que o ICMS já está dentro da guia mensal, está em Simples Nacional: como funciona no comércio.
Tabela CSOSN completa: os 10 códigos com o CST equivalente
A tabela abaixo traz os 10 códigos oficiais, o CST de ICMS correspondente no regime normal (útil para conversar com o contador e para conferir a nota de compra) e para que serve cada um numa loja:
| CSOSN | Descrição oficial | CST equivalente | Quando a loja usa |
|---|---|---|---|
| 101 | Tributada pelo Simples Nacional com permissão de crédito | 00 | Venda para empresa do regime normal que vai aproveitar o crédito de ICMS (a nota informa alíquota e valor do crédito) |
| 102 | Tributada pelo Simples Nacional sem permissão de crédito | 00 | A venda comum do balcão: produto sem ST vendido a consumidor final ou a empresa que não aproveita crédito |
| 103 | Isenção do ICMS no Simples Nacional para faixa de receita bruta | 40 | Só em estados que isentam de ICMS as faixas iniciais do Simples; confirme com o contador |
| 201 | Tributada com permissão de crédito e com cobrança do ICMS por substituição tributária | 10 | A loja retém o ICMS-ST na venda (é a substituta) e o comprador aproveita crédito. Raro no varejo |
| 202 | Tributada sem permissão de crédito e com cobrança do ICMS por substituição tributária | 10 | A loja retém o ICMS-ST e o comprador não aproveita crédito. Raro no varejo |
| 203 | Isenção para faixa de receita bruta e com cobrança do ICMS por substituição tributária | 30 | Combinação rara; orientação do contador |
| 300 | Imune | 41 | Livro, jornal, revista e o papel para imprimi-los |
| 400 | Não tributada pelo Simples Nacional | 41 | Produto isento ou não tributado de ICMS no seu estado (frutas, verduras e ovos in natura em muitos estados) |
| 500 | ICMS cobrado anteriormente por substituição tributária (substituído) ou por antecipação | 60 | Produto com ST já recolhido pela indústria ou pelo distribuidor: bebida, cigarro, tinta, tubo de PVC, autopeça, cosmético, pneu |
| 900 | Outros | 90 | Redução de base de cálculo e situações especiais do estado, com orientação do contador |
Os 4 que resolvem 95% das notas da loja
CSOSN 102 ou 500? Como saber se o produto tem substituição tributária
Use o CSOSN 500 quando o produto está na lista de substituição tributária do seu estado e o ICMS já foi recolhido antes de chegar à loja; use o 102 quando não está. O jeito mais seguro de descobrir é olhar a nota de compra: se o item veio com CST 10 ou 60 (ou CSOSN 201, 202 ou 500) e com CEST preenchido, ele tem ST e você revende com 500 e CFOP 5405. Se veio com CST 00 (ou CSOSN 101 e 102), você revende com 102 e CFOP 5102. A lista de produtos com ST é estadual e muda com frequência, mas os grupos mais comuns no varejo físico são bebidas, cigarros, tintas e vernizes, materiais de construção como tubos e conexões de PVC, autopeças, cosméticos e perfumaria, pneus, lâmpadas e materiais elétricos em vários estados. O CEST, código de sete dígitos que identifica o item dentro da ST, é obrigatório na NF-e e na NFC-e de produto com substituição.
Tabela de decisão: qual CSOSN e CFOP usar em cada venda da loja
O CSOSN segue o produto; o CFOP segue a operação. Cruzando os dois, as situações de uma loja física ficam assim (venda dentro do estado; para outro estado, o CFOP muda para a série 6 e a nota é NF-e):
| Situação | CSOSN | CFOP | Observação |
|---|---|---|---|
| Venda no balcão de produto sem ST (NFC-e ou NF-e) | 102 | 5102 | A maioria das vendas da loja |
| Venda de produto com ST já recolhido na compra | 500 | 5405 | CEST obrigatório no item |
| Venda para empresa do regime normal que aproveita crédito (NF-e) | 101 | 5102 | Informar alíquota e valor do crédito do Simples nas informações da nota |
| Venda de produto isento de ICMS no estado | 400 | 5102 | Lista estadual; em alguns estados o contador pode orientar 103 |
| Venda de livro, jornal ou revista | 300 | 5102 | Imunidade constitucional |
| Brinde ou bonificação (saída sem cobrança) | 102 ou 500, conforme o produto | 5910 | Veja nota fiscal de bonificação e brinde |
| Devolução de venda recebida do cliente (nota de entrada) | O mesmo da nota original | 1202 (sem ST) ou 1411 (com ST) | Referencie a chave da nota original |
| Transferência entre lojas da mesma empresa | O mesmo do produto | 5152 (sem ST) ou 5409 (com ST) | Operação sem venda |
Se a sua dúvida vem antes disso (qual documento emitir em cada venda, NFC-e ou NF-e), a resposta por situação está em qual nota fiscal emitir na loja, e o guia do cluster em NF-e, NFC-e e NFS-e: qual emitir no seu comércio.
Qual a diferença entre CST e CSOSN?
CST e CSOSN dizem a mesma coisa para regimes diferentes: o CST de ICMS (dois dígitos, de 00 a 90) é usado pela empresa do regime normal, Lucro Presumido ou Lucro Real, e o CSOSN (três dígitos, de 101 a 900) é usado pela empresa do Simples Nacional. A nota fiscal de uma loja do Simples não pode ter CST de ICMS, e a de uma empresa do regime normal não pode ter CSOSN: é o CRT do emitente que define qual tabela vale. A confusão acontece porque a nota de compra vem com CST (o fornecedor normalmente é do regime normal) e a nota de venda sai com CSOSN. A conversão que a loja precisa fazer é curta: CST 00 vira 102 (ou 101 na venda com crédito), CST 60 vira 500, CST 40 e 41 viram 400 (ou 300 se for imune) e CST 90 vira 900. Vale lembrar que CST de PIS e COFINS é outra tabela, informada pelo Simples normalmente como 49 nas saídas, e não se confunde com o CST de ICMS.
Rejeições de NF-e e NFC-e causadas pelo CSOSN errado
As rejeições mais comuns ligadas ao código nascem do choque entre o regime do emitente e o código informado, ou da falta de dado que o CSOSN exige:
- Rejeição 590 (informado CST para emissor do Simples Nacional): a nota saiu com CST de ICMS e o CRT é 1. Corrija o cadastro do produto para CSOSN.
- Rejeição 591 (informado CSOSN para emissor que não é do Simples): o inverso: a empresa saiu do Simples, o CRT mudou para 3 e os produtos continuam com CSOSN. Acontece muito em janeiro.
- Rejeição 806 (operação com ICMS-ST sem informação do CEST): o item está com CSOSN 500 e o CEST em branco. Preencha o CEST no cadastro.
- CSOSN 101 sem valor de crédito: a nota com permissão de crédito precisa informar a alíquota aplicável e o valor do crédito do Simples; sem isso o comprador não aproveita e a Sefaz pode rejeitar.
- Produto com ST cadastrado como 102: a nota até autoriza, mas a loja está destacando um imposto que já foi pago e pode ter problema na fiscalização.
A lista completa de rejeições com a correção de cada uma está em nota fiscal rejeitada: o que fazer, e as regras técnicas da NFC-e no portal SPED da Sefaz.
CSOSN na prática: cadastre uma vez e deixe o sistema decidir
Ninguém no caixa deveria escolher CSOSN na hora da venda. O jeito certo é definir a situação fiscal de cada produto uma vez, no cadastro, e deixar o sistema aplicar a regra em toda nota: o mesmo item sai com 102 e CFOP 5102 na venda no balcão, com 101 quando o cliente é uma empresa que pede o crédito, com 5910 quando vai de brinde e com 1202 quando volta em devolução. É o que se chama de regra fiscal dinâmica: o cadastro guarda NCM, CEST, CSOSN e a situação de ST, e a operação define o resto. Quando a lista de ST do estado muda, você atualiza o grupo de produtos, não cada venda. O passo a passo do cadastro, com importação do XML de compra para os dados fiscais nascerem certos, está em como cadastrar produtos no sistema de gestão; o roteiro da emissão no balcão está em como emitir NFC-e.
Baixe grátis: planilha da tabela CSOSN com CFOP e cadastro fiscal dos produtos
A planilha tem três abas: a tabela CSOSN completa com o CST equivalente e o CFOP mais comum, a tabela de decisão por situação de venda e uma aba de cadastro em que você digita o produto, o NCM e escolhe a situação fiscal numa lista; ela preenche CSOSN, CST equivalente e os CFOPs de venda sozinha. Leve para o contador validar e depois para o sistema.
O CSOSN vai acabar? O que muda com a reforma tributária
Não em 2026. A unificação de CST e CSOSN chegou a ser marcada para abril de 2024 e foi revogada pelo Confaz (Ajuste SINIEF 34/2023) por causa da reforma tributária, então o CSOSN continua obrigatório em toda NF-e e NFC-e do Simples Nacional. O que a reforma trouxe em 2026 foram os campos novos de IBS e CBS no leiaute da nota, em fase de teste, convivendo com o ICMS. A transição do ICMS para o IBS vai de 2029 a 2032, e só em 2033 o ICMS (e com ele o CSOSN) deixa de existir. Até lá, a regra prática não muda: cadastro fiscal certo por produto e sistema que aplica a regra em cada venda. Quem já mantém NCM, CEST e CSOSN em dia vai fazer a transição atualizando o cadastro, não refazendo a loja.
Perguntas frequentes sobre a tabela CSOSN
Qual CSOSN usar na venda normal do Simples Nacional?
O CSOSN 102 (tributada pelo Simples Nacional sem permissão de crédito), com CFOP 5102 na venda dentro do estado. É o código da maioria das vendas de uma loja: produto sem substituição tributária vendido a consumidor final ou a empresa que não vai aproveitar crédito de ICMS.
Quando usar o CSOSN 500?
Quando o produto tem substituição tributária e o ICMS já foi recolhido antes pela indústria ou pelo distribuidor. A loja apenas revende, com CSOSN 500, CFOP 5405 e o CEST preenchido no item. Bebidas, cigarros, tintas, tubos de PVC, autopeças e cosméticos são os casos mais comuns no varejo.
Qual a diferença entre CSOSN 101 e 102?
Os dois são vendas tributadas pelo Simples. O 101 permite ao comprador aproveitar crédito de ICMS e exige informar alíquota e valor do crédito na nota; é usado na venda para empresa do regime normal. O 102 não dá crédito e é usado na venda a consumidor final ou a empresa que não aproveita crédito.
MEI usa CSOSN?
Sim. O MEI que emite NF-e ou NFC-e informa CSOSN nos itens, com o CRT 4, obrigatório desde abril de 2025. Como o MEI não transfere crédito de ICMS, usa os códigos sem crédito, como 102, 400 e 500, conforme a situação do produto.
O CSOSN vai acabar em 2026?
Não. A unificação com o CST prevista para 2024 foi revogada pelo Ajuste SINIEF 34/2023, e o CSOSN segue obrigatório enquanto existir ICMS. A reforma tributária substitui o ICMS pelo IBS de forma gradual entre 2029 e 2032, com extinção em 2033; até lá, a nota do Simples continua com CSOSN.
A tabela CSOSN parece assunto de contador, mas é o dono da loja quem sofre a rejeição na fila do caixa. Com o cadastro fiscal certo e um sistema de gestão que escolhe CSOSN, CFOP e CEST em cada venda, a nota sai direto do PDV sem ninguém pensar em código. Veja como isso funciona no dia a dia de uma loja física na página de sistema para comércios.
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