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Sistema de crediário para loja: 7 opções com preço (2026)

Crediário próprio é o que segura o cliente do bairro, mas caderneta não aguenta a terceira parcela atrasada. Compare 7 sistemas com preço publicado, veja qual tem carnê, limite por cliente, cobrança e nota fiscal na mesma venda, e use a tabela de decisão para escolher pelo tamanho da sua loja.

Equipe VendaSimples 12 min de leitura
Balcão de loja com cliente pagando parcela do crediário e sistema de crediário para loja na tela do caixa
Neste artigo

Quem procura um sistema de crediário para loja em geral já passou pelo mesmo roteiro: começou anotando o "pagar dia 10" no caderno, o cliente bom virou dez clientes, e agora ninguém sabe quem deve quanto, quem atrasou e quanto de mercadoria saiu sem virar dinheiro. Este comparativo reúne 7 sistemas com crediário, com faixa de preço publicada, o que cada um entrega (carnê, limite por cliente, análise de crédito, cobrança, nota fiscal na mesma venda) e para que tamanho de loja cada um faz sentido. No fim há uma tabela de decisão para você escolher em cinco minutos, sem depender de proposta de vendedor.

O que um sistema de crediário para loja precisa fazer?

Um sistema de crediário para loja precisa registrar a venda a prazo no ato, no próprio caixa, gerar as parcelas com vencimento, guardar o limite e o histórico de cada cliente, avisar quem atrasou, receber a parcela (dinheiro, Pix ou cartão) dando baixa automática e emitir a nota fiscal da venda no mesmo movimento. Se uma dessas etapas fica de fora, ela volta para o caderno, e é no caderno que o dinheiro some.

  • Cadastro de cliente com limite: CPF, telefone, endereço, limite de crédito e situação (em dia, atrasado, bloqueado).
  • Venda a prazo no PDV: escolher "crediário" como forma de pagamento gera o carnê na hora, sem lançar em dois lugares.
  • Parcelas e carnê: número de parcelas, vencimentos, entrada, impressão do carnê ou envio pelo WhatsApp.
  • Recebimento com baixa: pagar a parcela no caixa dá baixa no contas a receber e atualiza o limite do cliente.
  • Cobrança: lista de atrasados, mensagens prontas, juros e multa por atraso configurados.
  • Nota fiscal: NFC-e ou NF-e saindo da mesma venda, com a forma de pagamento "crediário" informada corretamente.
  • Relatórios: total a receber, inadimplência por período, clientes que mais compram a prazo.

Fiado, crediário próprio e cartão da loja: qual é o seu caso?

Fiado é a venda a prazo sem contrato e sem parcela definida: o cliente leva e "acerta depois". Crediário próprio é a venda parcelada com carnê, vencimentos e juros combinados, financiada pela própria loja. Cartão da loja (ou crediário financiado) é quando uma financeira ou uma fintech assume o risco e paga a loja à vista, cobrando uma taxa por isso. A escolha do sistema depende de qual modelo você opera: uma mercearia que vende fiado precisa de controle de débito simples; uma loja de roupas ou de móveis que parcela em 6 vezes precisa de carnê, análise de crédito e cobrança. O guia de como controlar fiado de clientes cobre o primeiro caso; este comparativo foca no segundo.

Comparativo: 7 sistemas de crediário para loja com preço

Os valores abaixo são as faixas publicadas por cada fornecedor em setembro de 2026 (planos anuais quando o site destaca esse formato). Preço muda com frequência: use a tabela para eliminar quem não serve e confirme o valor vigente na página de planos de cada um antes de fechar.

SistemaFaixa de preço publicadaComo trata o crediárioPonto de atenção para loja física
Meu CrediárioA partir de R$ 109,90 por loja (saldo pré-pago)Especialista: análise de crédito, cobrança automática e negativaçãoNão é sistema de loja: PDV, estoque e nota fiscal ficam em outro programa, e as duas ferramentas precisam conversar
HiperSob consulta (planos customizados)Crediário próprio integrado ao PDV e ao financeiroSem tabela pública de preço; a proposta vem do consultor ou da revenda, ligada ao ecossistema da Stone
NexR$ 0 a R$ 169/mêsLimite de débito por cliente (a "pendura"), sem carnê estruturadoNota fiscal só no plano Fiscal (R$ 169/mês); crediário com parcelas exige controle à parte
KyteR$ 0 a R$ 99,90/mêsControle de fiado no celular, com caderno de débito por clienteNão emite NF-e nem NFC-e em nenhum plano; serve para fiado simples, não para carnê
GestãoClickR$ 119 a R$ 379/mês (anual)Contas a receber com parcelas e boleto; crediário como recebimento financeiroFrente de caixa é módulo, não o centro; nota fiscal a partir do plano Prata (R$ 199/mês)
vhsysR$ 152 a R$ 399/mês (anual com desconto)Cobrança por boleto e carnê digital, forte em serviçosPDV e estoque completos só nos planos superiores; o crediário de balcão não é o foco
VendaSimplesMensalidade por porte, sem cobrança por usuário ou por notaCrediário integrado ao PDV: carnê, limite por cliente, baixa no recebimento e NFC-e na mesma vendaNão atende e-commerce puro nem ordem de serviço; é feito para loja física
Sistemas de crediário para loja física: faixa de preço, foco e ponto de atenção (setembro de 2026)

Especialista ou sistema completo?

Ferramenta especialista em crediário (como o Meu Crediário) faz análise de crédito e cobrança melhor do que qualquer ERP, mas vive fora do caixa: a venda é registrada num lugar e o carnê em outro. Para loja pequena, o custo de manter dois sistemas conversando (duas mensalidades, dois cadastros de cliente, duas telas no balcão) costuma pesar mais que o ganho. A partir de algumas centenas de carnês ativos, o especialista passa a compensar.

Quanto custa um sistema de crediário para loja?

Um sistema de crediário para loja custa entre R$ 0 (planos gratuitos com controle de fiado simples, sem nota fiscal) e cerca de R$ 400 por mês nos ERPs completos com carnê, cobrança e emissão fiscal, com a faixa mais comum entre R$ 100 e R$ 200 mensais. Ferramenta especialista em crédito parte de R$ 109,90 por loja e soma à mensalidade do sistema de vendas. Antes de comparar o número, compare o modelo de cobrança: mensalidade por porte é previsível; cobrança por usuário, por nota emitida ou por faturamento cresce junto com a sua venda. O guia quanto custa um sistema de gestão detalha os três modelos e o custo escondido de cada um.

Loja pode cobrar juros no crediário próprio?

Pode, desde que os juros, a multa por atraso e o valor total a prazo estejam informados por escrito antes da compra, como manda o Código de Defesa do Consumidor. A regra prática do varejo é cobrar juros moderados no crediário próprio (a maior parte das lojas trabalha com até 1% ao mês, o teto tradicional para quem não é instituição financeira) e concentrar o ganho na venda, não no financiamento. O mais importante é a transparência: o carnê precisa mostrar o preço à vista, o valor de cada parcela e o total a prazo. O portal de direitos do consumidor do Ministério da Justiça reúne as orientações oficiais sobre informação de preço e crédito ao consumidor. Se a sua loja também vende no cartão, o guia vender parcelado sem juros compensa? compara o custo do carnê próprio com o do parcelado na maquininha.

Como fazer análise de crédito do cliente na loja?

Análise de crédito na loja pequena é um roteiro de cinco minutos, não um departamento: confirmar CPF e telefone, consultar o histórico do cliente na própria loja (comprou antes? pagou em dia?), começar com limite baixo e subir conforme o cliente paga, e consultar um serviço de proteção ao crédito para valores altos. O sistema entra para guardar esse histórico e bloquear a venda quando o limite estoura.

  1. 1Cadastro completo: CPF, telefone com WhatsApp, endereço e uma referência. Sem cadastro, sem crediário.
  2. 2Limite inicial baixo: cliente novo começa com um limite que a loja aguenta perder (ex.: R$ 200 a R$ 300) e sobe a cada carnê pago em dia.
  3. 3Histórico interno vale mais que score: o cliente que comprou cinco vezes e pagou cinco vezes é o seu melhor dado.
  4. 4Consulta externa acima de um valor de corte: para tíquete alto (móveis, eletro, óculos), consulte serviço de proteção ao crédito antes de liberar.
  5. 5Entrada obrigatória: uma entrada de 20% a 30% reduz o risco e filtra quem não tem condição de pagar.
  6. 6Bloqueio automático: parcela atrasada há mais de X dias bloqueia nova compra a prazo até regularizar.

Como reduzir a inadimplência no crediário da loja?

A inadimplência do crediário cai quando a cobrança vira rotina, e não reação. Três medidas resolvem a maior parte: lembrete por WhatsApp dois dias antes do vencimento, cobrança no primeiro dia de atraso (educada, com o link ou o Pix para pagar) e bloqueio de nova venda a prazo enquanto houver parcela vencida. Ofereça também recebimento fácil: parcela paga por Pix ou cartão no caixa, com baixa automática, é parcela que não atrasa por preguiça. As mensagens prontas e a régua de cobrança completa estão no guia de como cobrar fiado sem perder o cliente.

Crediário e nota fiscal: como emitir na venda a prazo?

A nota fiscal da venda no crediário é emitida no ato da venda, pelo valor total da mercadoria, com a forma de pagamento informada como crediário da loja e as parcelas descritas na nota. Quem paga depois não recebe nota nova a cada parcela: o recibo da parcela é um documento financeiro, não fiscal. Sistema que não emite NFC-e ou NF-e obriga a loja a emitir em outro programa e digitar tudo de novo, o que é onde o erro fiscal nasce. O guia qual nota fiscal emitir na loja explica quando sai NFC-e e quando sai NF-e, e a página do sistema para lojas mostra como a nota sai direto do caixa, inclusive em venda parcelada.

Crediário próprio ou parcelado na maquininha: qual compensa?

CritérioCrediário próprioParcelado na maquininha
Quem assume o riscoA lojaA adquirente (o cliente pode não pagar o banco, a loja recebe)
Custo por vendaCusto de cobrança + inadimplência (1% a 5% em loja bem gerida)Taxa do parcelado (4% a 6%) + antecipação, se antecipar
Quando o dinheiro entraA cada parcela paga no caixaA cada 30 dias, ou à vista com antecipação
Cliente sem cartãoAtende (é o ponto forte)Não atende
FidelizaçãoAlta: o cliente volta para pagar e compra de novoBaixa
Trabalho da lojaCadastro, análise e cobrançaNenhum além de passar o cartão
Crediário próprio x parcelado no cartão: o que muda para a loja

Na prática, a loja de bairro que vende para cliente sem cartão precisa do crediário próprio, e ele só funciona com sistema. A loja de shopping com cliente de cartão pode viver só de maquininha, mas paga a taxa a cada venda. Muitas fazem os dois: crediário para o cliente fiel e cartão para o cliente de passagem.

Tabela de decisão: qual sistema de crediário para a sua loja

Perfil da lojaO que precisaCaminho mais curto
Mercearia, bar ou mercadinho que vende fiado sem parcelaDébito por cliente, limite e cobrança simplesControle de fiado integrado ao PDV; planos gratuitos servem para começar, desde que haja plano de nota fiscal quando a loja crescer
Loja de roupas, calçados ou presentes que parcela em 3 a 6 vezesCarnê, limite, baixa no caixa, NFC-e na vendaSistema completo de loja com crediário integrado e preço publicado
Loja de móveis, eletro ou óptica com tíquete alto e 10 ou mais parcelasAnálise de crédito externa, negativação, cobrança automáticaSistema de loja + ferramenta especialista em crédito, ou ERP com crediário maduro
Rede com 3 ou mais lojas e centenas de carnês ativosConsolidação por loja, régua de cobrança, relatórios de riscoEspecialista em crediário conversando com o ERP da rede
Escolha pelo perfil da loja, não pela lista de recursos

Como migrar do caderno para o sistema sem perder o histórico

  1. 1Faça o inventário dos carnês abertos: cliente, saldo devedor, parcelas restantes e vencimentos. É uma tarde de trabalho e vale ouro.
  2. 2Cadastre os clientes com limite: quem está em dia entra com o limite atual; quem está atrasado entra bloqueado até acertar.
  3. 3Lance o saldo devedor de cada cliente como título a receber com as datas certas. A partir daí, toda parcela é recebida no caixa.
  4. 4Pare o caderno no mesmo dia: dois controles em paralelo garantem que um dos dois vai ficar errado.
  5. 5Avise os clientes: "agora a parcela sai com recibo e você pode pagar por Pix" costuma ser recebido como melhoria, não como cobrança.

Se você ainda está escolhendo o sistema como um todo, e não só o crediário, o guia melhor sistema para loja compara os principais nomes por PDV, estoque, nota fiscal e preço, e os planos do VendaSimples mostram o que entra em cada faixa, com crediário incluído em todas.

Perguntas frequentes sobre sistema de crediário para loja

Qual o melhor sistema de crediário para loja pequena?

Para loja pequena, o melhor é o sistema de gestão que já tem o crediário dentro do PDV: a venda a prazo gera o carnê, a parcela é recebida no caixa com baixa automática e a nota fiscal sai da mesma venda. Ferramenta especialista em crédito faz mais sentido a partir de centenas de carnês ativos ou de tíquete alto.

Quanto custa um sistema de crediário?

Entre R$ 0, em planos gratuitos com controle de fiado simples e sem nota fiscal, e cerca de R$ 400 por mês em ERPs completos. A faixa mais comum para loja pequena com carnê, cobrança e NFC-e fica entre R$ 100 e R$ 200 mensais. Ferramenta especialista em crédito parte de cerca de R$ 110 por loja e soma ao custo do sistema de vendas.

Loja pode cobrar juros no crediário próprio?

Pode, desde que juros, multa por atraso e valor total a prazo estejam informados por escrito antes da venda, como exige o Código de Defesa do Consumidor. A prática comum no varejo é cobrar juros moderados, em geral até 1% ao mês, e ganhar na venda, não no financiamento.

Precisa emitir nota fiscal em venda no crediário?

Sim. A nota fiscal sai no ato da venda pelo valor total da mercadoria, com a forma de pagamento crediário e as parcelas descritas. O pagamento de cada parcela gera recibo financeiro, não uma nova nota. Sistema com crediário e emissor fiscal integrados evita digitar a venda duas vezes.

Qual a diferença entre fiado e crediário?

Fiado é venda a prazo sem parcela nem vencimento definidos: o cliente acerta depois. Crediário é venda parcelada com carnê, vencimentos, entrada e juros combinados. O fiado pede controle de débito por cliente; o crediário pede carnê, análise de crédito e régua de cobrança.

Crediário próprio é o que diferencia a loja de bairro da loja de shopping: o cliente que compra, volta para pagar e compra de novo. Ele só é lucrativo quando está no sistema, e não no caderno: limite por cliente, carnê na hora, parcela recebida no caixa e nota fiscal na mesma venda. Com um sistema de gestão que trata o crediário como forma de pagamento do PDV, a loja vende a prazo com a mesma segurança de quem vende à vista.

Tags:CrediárioComparativoSistema de GestãoFinanceiroPDV
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