Alternativa ao Hiper: 5 opções para o varejo (preços 2026)
O Hiper não publica preço: a proposta vem de consultor ou revenda. Veja o que somar nela e cinco sistemas com plano aberto para comparar.

Neste artigo
Você pediu o preço do Hiper e a resposta foi "um consultor vai te ligar". Aí foi procurar alternativa e achou lista de agregador misturando CRM, fidelidade e loja virtual, que não concorrem com um ERP de balcão. Este comparativo mostra como o Hiper cobra, quando ele vale a pena e cinco sistemas com preço publicado para você comparar sem esperar ligação.
O que é o Hiper e por que lojistas buscam alternativa?
O Hiper é o sistema de gestão do Grupo Stone para o pequeno varejo: PDV, estoque com operação multilojas, financeiro, emissão fiscal e integração forte com a maquininha e o TEF da própria Stone. Também tem catálogo digital e marketplaces. É um produto maduro, presente de moda a material de construção.
Três coisas costumam disparar a busca por outra opção:
- Preço sob consulta. Sem tabela pública, você não estima o custo antes de entrar no funil comercial, e fica difícil comparar com quem publica plano.
- Ecossistema fechado. A integração com a Stone é ótima para quem já usa a maquininha da casa, e pesa para quem quer negociar taxa com outra adquirente todo ano.
- Pacote maior que a loja. Muita loja precisa de caixa, estoque e nota funcionando bem, não de todos os módulos de um ERP amplo.
Quanto custa o Hiper?
O Hiper trabalha com planos customizados e não divulga tabela de preços. A mensalidade depende da proposta que o consultor ou a revenda da sua região monta, conforme módulos, número de caixas e porte da operação. Ou seja, a única forma de saber quanto custa para a sua loja é pedir a proposta.
Quando ela chegar, leia o total, não a mensalidade. Confirme se há implantação e treinamento à parte, quanto custa cada caixa ou usuário extra e o que acontece com o valor depois do período promocional. Os itens que mais surpreendem na fatura estão detalhados em quanto custa um sistema de gestão.
Compare propostas na mesma régua
Quando o Hiper atende bem (e quando não)
O Hiper tende a ser uma boa casa para quem já vive dentro do ecossistema Stone. Maquininha, TEF e conciliação conversando com o PDV tiram atrito do caixa e do financeiro. Também atende bem quem tem mais de uma loja e quem quer catálogo digital ligado ao estoque físico.
O desencaixe aparece em três perfis de loja:
- A que quer saber o custo antes de falar com vendedor, compara planos publicados e decide sozinha.
- A que não quer amarrar a escolha do sistema à escolha da adquirente.
- O comércio pequeno que precisa de caixa, estoque, nota e crediário, sem pagar pela largura de um ERP de ecossistema.
O que pesar antes de sair do Hiper
Sair de um ERP de ecossistema tem duas contas escondidas que não aparecem em quem sai de um sistema comum. Coloque as duas no papel antes de olhar marca:
- A conta da maquininha. Se a taxa da adquirente integrada é maior do que você negociaria fora, a diferença é custo do sistema, mesmo sem aparecer na fatura dele. Some ao ano.
- A conta do contrato. Proposta customizada costuma vir com fidelidade e aviso prévio próprios, negociados com a revenda. Descubra os prazos antes de marcar a data da troca.
- O que a loja usa de verdade. Liste os módulos que o caixa e o escritório abrem toda semana. É essa lista que o sistema novo precisa cobrir, não a lista do site.
- Nota e caixa sem internet. Confirme que NFC-e e NF-e saem da própria venda, no plano contratado, e que o PDV segue vendendo em contingência quando a conexão cai.
Alternativas ao Hiper: comparativo com preços
As listas dos agregadores internacionais pouco ajudam: misturam CRM, fidelidade e ferramenta de indústria. Quem tem balcão compara o Hiper com os sistemas nacionais de PDV e com os ERPs generalistas que mostram o preço no site. Os principais estão na tabela, com as faixas que cada página oficial publicava em setembro de 2026:
| Sistema | Faixa de preço publicada | Foco principal | Ponto de atenção para loja física |
|---|---|---|---|
| Hiper | Sob consulta (planos customizados) | ERP do ecossistema Stone para o pequeno varejo | Sem tabela pública: o custo real só aparece na proposta do consultor ou da revenda |
| Nex | R$ 0 a R$ 169/mês | PDV simples para começar | Emite nota só no plano mais caro; cada recurso fica num degrau |
| GestãoClick | R$ 119 a R$ 379/mês (anual) | ERP online generalista | Nota fiscal só do plano intermediário para cima; o PDV é acessório, não o centro |
| vhsys | R$ 152 a R$ 399/mês (anual com desconto) | ERP forte em serviços e cobrança | Caixa e estoque completos ficam nos planos de cima |
| VendaSimples | Mensalidade por porte, sem cobrança por usuário ou por nota | Loja física: PDV, estoque, nota e crediário | Não serve para loja virtual pura nem para quem vive de ordem de serviço |
As faixas são as publicadas em setembro de 2026 e mudam sem aviso; antes de assinar, abra a página de planos de cada um. Se a dúvida é mais ampla do que sair do Hiper, o melhor sistema para loja compara os principais nomes numa régua só. Quem está olhando a ponta de entrada encontra o Nex em detalhe no comparativo alternativa ao Nex.
VendaSimples: a alternativa com preço na mesa
O VendaSimples ataca justamente os dois pontos que fazem o lojista sair do Hiper. O preço está na página de planos, definido pelo tamanho da loja, e não cresce com usuário nem com nota emitida. E o sistema aceita a maquininha que você escolher, então a negociação de taxa continua sendo sua. NFC-e e NF-e saem da venda, dentro da mensalidade; o PDV emite em contingência quando a internet cai; o estoque baixa a cada venda, com entrada por XML e estoque mínimo; o crediário controla quem paga no fim do mês. O produto no contexto do balcão está em sistema para lojas.
Saindo do Hiper: o que exportar e em que ordem
A troca fica mais tranquila quando o contrato antigo ainda está de pé e o novo já está configurado. A ordem que costuma dar certo:
- 1Peça a exportação enquanto o contrato está ativo: o cadastro de produtos e de clientes, o que ainda está para receber, o histórico de vendas e os XMLs das notas. XML é documento fiscal e fica guardado por 5 anos, com ou sem o sistema.
- 2Leia o contrato com a revenda: fidelidade, multa e aviso prévio variam por proposta. É esse prazo que define a data da virada.
- 3Resolva a maquininha: se o TEF era integrado ao PDV, combine com a adquirente como ela vai operar avulsa até o sistema novo entrar, e como fica a conciliação nesse meio tempo.
- 4Configure o fiscal antes da primeira venda real: certificado A1, série da NFC-e e imposto por produto, com notas de homologação. As regras da NFC-e estão no portal SPED da Sefaz.
- 5Conte o estoque na data da virada para o saldo inicial nascer certo, e rode os dois sistemas em paralelo por duas a quatro semanas.
- 6Treine o caixa com a loja aberta: uma tarde de vendas de teste, incluindo cancelamento e fechamento, antes de desligar o antigo.
A checagem completa do contrato antigo, item por item, está em trocar de sistema de gestão sem perder dados.
Onde a troca de um ERP de ecossistema costuma dar errado
Quase todo problema de migração que a gente vê tem a mesma origem: a conta foi feita só com a mensalidade. Quem compara Hiper com sistema de preço aberto e esquece implantação, caixa adicional e a taxa da maquininha chega a uma economia que não existe, ou descarta uma que existe.
O segundo erro é de calendário: virar o sistema em dezembro, com a loja cheia, transforma qualquer detalhe em crise. Escolha um mês calmo e desligue o Wi-Fi durante o teste grátis para ver o caixa vender sem internet. Se a fila parar no teste, vai parar na loja.
Perguntas frequentes sobre alternativa ao Hiper
O Hiper é da Stone?
Sim. O Hiper é o sistema de gestão do Grupo Stone voltado ao pequeno varejo, com integração nativa com a maquininha e o TEF da Stone. Essa integração é um ponto forte para quem já usa o ecossistema e um ponto de atenção para quem quer liberdade de negociar taxas com outras adquirentes.
Posso continuar com a maquininha da Stone depois de trocar de sistema?
Em geral sim: a maquininha funciona avulsa, independente do sistema de gestão. O que muda é a integração: sem o TEF ligado ao PDV, o valor da venda é digitado na máquina e a conciliação passa a depender do sistema novo. Confirme com a adquirente as condições do seu contrato.
Por quanto tempo preciso guardar as notas emitidas no Hiper?
Os XMLs das NFC-e e NF-e são documentos fiscais e devem ficar guardados por pelo menos 5 anos, mesmo depois de cancelar o sistema. Exporte tudo antes de encerrar o contrato e guarde uma cópia fora do sistema novo também.
O Hiper cumpre o que promete para quem quer tudo dentro do ecossistema Stone. Se a sua loja quer o preço antes da conversa e a maquininha que quiser, faça a conta do ano inteiro de cada lado, com implantação, caixa extra e taxa de cartão. O número decide melhor do que a ligação do consultor.
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