Quanto gasta um freezer expositor por mês (e quem paga)
Veja quanto cada freezer do depósito custa por mês, quanto a energia tira de cada garrafa gelada e quanto cobrar a mais para a gelada pagar a conta.

Neste artigo
A conta de luz do depósito chegou R$ 400 mais alta que a de casa e você olhou para os três expositores de porta de vidro zumbindo no fundo. Quanto gasta um freezer expositor, afinal? Depende de três números que estão à mão: o consumo que vem na etiqueta ou no manual, a tarifa da sua conta e quantas garrafas geladas saem por mês. Com eles, a resposta vem por mês e por garrafa.
A conta em três números: consumo, tarifa e garrafas
O consumo de um freezer é medido em kWh por mês, o mesmo kWh que a distribuidora cobra. Multiplique pelo preço do kWh na sua conta e você tem o custo do aparelho. Divida pelas unidades geladas que saem do freezer e você tem o custo de gelar cada garrafa, que é o número que interessa para o preço.
- Consumo (kWh/mês): está na etiqueta de eficiência energética ou na ficha técnica do manual. Expositor comercial nem sempre vem etiquetado; nesse caso, a plaqueta na traseira traz a potência em watts, e a calculadora abaixo estima o consumo a partir dela.
- Tarifa (R$ por kWh): pegue a conta do mês passado e divida o valor total pelo número de kWh. Esse número já carrega impostos, bandeira e taxas, então é o que você paga de verdade. A bandeira tarifária da ANEEL muda esse valor de um mês para o outro.
- Garrafas geladas por mês: relatório de vendas por produto do PDV, filtrando o que sai do freezer. Sem sistema, conte as reposições do freezer por uma semana e multiplique por quatro.
Uma observação sobre a plaqueta: a potência em watts não é o consumo. O compressor liga e desliga ao longo do dia, e em loja, com a porta abrindo o tempo todo, costuma rodar entre metade e dois terços do tempo. A estimativa pela plaqueta usa esse fator; a da etiqueta já vem medida. Quando tiver as duas, prefira a etiqueta.
Calcule o custo do seu freezer por mês e por garrafa
Informe o consumo (ou a potência), a tarifa, quantos freezers iguais a loja tem e quantas unidades geladas vende por mês. Se cobra a gelada mais cara que a da prateleira, coloque a diferença: a calculadora diz se esse acréscimo paga a energia ou se o freezer está saindo da sua margem.
Exemplo do balcão
Gelada custa mais caro: quanto cobrar a mais
O custo de gelar entra no custo da garrafa como qualquer outro, igual ao frete e ao casco. Nos exemplos que a gente vê em depósito de bairro, ele fica na casa de centavos por unidade, e o acréscimo da gelada costuma ser bem maior que isso. Ou seja: a diferença de preço entre quente e gelada não é só para pagar a luz; ela paga também o espaço do freezer e a conveniência que o cliente procura às nove da noite.
O erro comum é o contrário: vender a gelada pelo preço da quente para "não perder o cliente" e deixar a energia sair da margem sem ninguém ver. A conta certa é somar o custo de gelar ao preço da bebida e decidir o acréscimo olhando dois números: quanto custa gelar e quanto o concorrente da esquina cobra pela gelada. Entre os dois há espaço, e é seu.
O que faz o freezer gastar mais do que a etiqueta diz
O consumo da etiqueta é medido em laboratório, com porta fechada e temperatura controlada. Na loja, o mesmo aparelho gasta mais, e a diferença vem de hábitos que dá para mudar sem gastar nada. Esta é a lista do que a gente vê pesar na conta de depósito e mercadinho:
| O que acontece na loja | Efeito no consumo | O que fazer |
|---|---|---|
| Freezer encostado na parede do fundo, pegando sol da tarde | O compressor trabalha mais para tirar o calor que entra pela lateral | Afastar uns 10 cm da parede e tirar do sol. É a mudança mais barata da lista. |
| Borracha da porta ressecada ou solta | Ar quente entra o tempo todo; o aparelho nunca "descansa" | Teste da folha de papel: se ela escorrega com a porta fechada, troque a borracha. |
| Porta aberta para escolher a marca | Cada abertura longa custa minutos de compressor | Organizar por tipo com a etiqueta de preço na porta de vidro: o cliente decide antes de abrir. |
| Reposição de bebida quente em cima da gelada | O freezer gasta para gelar o lote inteiro de novo e a gelada da frente esquenta | Repor por baixo ou por trás, e repor aos poucos ao longo do dia, não a caixa inteira de uma vez. |
| Termostato no máximo | Cerveja a 0 °C não vende mais que a 3 °C e congela a long neck | Ajustar para a faixa que o manual indica e conferir com termômetro de cozinha. |
| Condensador cheio de poeira | Troca de calor pior, mais tempo ligado | Aspirar a grade traseira ou inferior uma vez por mês. |
Freezer velho: trocar compensa?
Rode a calculadora duas vezes: uma com o consumo do freezer atual e outra com o do modelo que você olhou na loja de equipamentos. A diferença de custo por mês, dividida no preço do aparelho novo, dá em quantos meses a troca se paga. Expositor que gasta 30% a mais que um novo de mesmo tamanho é comum em aparelho com mais de dez anos.
Cuidado com a conta do usado
Desligar o freezer à noite para economizar raramente compensa em bebida. O aparelho gasta um bom tempo de compressor pela manhã para recuperar a temperatura, e a primeira hora de loja vende cerveja morna. Se quiser cortar consumo à noite, o caminho é o da tabela acima: borracha, poeira, posição e termostato.
Onde o freezer entra na conta do depósito
Energia do freezer é custo fixo da loja: ele gasta quase o mesmo vendendo 2.000 ou 3.000 garrafas. Isso tem uma consequência prática. Quanto mais gelada você vende do mesmo freezer, menor o custo por unidade. O depósito que vende 2.400 por mês paga R$ 0,10 por garrafa no exemplo; o que vende 1.200 paga R$ 0,19. O freezer meio vazio é o freezer caro.
Para o custo de gelar entrar no preço, a gelada precisa ser rastreável. O jeito que funciona num sistema para depósito de bebidas é cadastrar a gelada como item próprio, ou como variação do produto, com preço e estoque separados da quente. Daí o relatório de vendas diz exatamente quantas saíram do freezer, e a conta deixa de ser estimativa.
Em depósito de bebidas, adega e conveniência essa separação ainda resolve o estoque: a quente que virou gelada é transferência de prateleira para freezer, não venda. Nos planos do VendaSimples, o cadastro com variação e o relatório por produto estão em todas as faixas.
Perguntas rápidas sobre o freezer da loja
Expositor vertical de porta de vidro gasta mais que o horizontal de tampa?
Em geral, sim: o vidro isola menos que a tampa cega e a porta vertical abre mais vezes. O vertical vende mais porque o cliente vê o produto. A decisão é de venda, não só de energia.
A bandeira tarifária muda muito a conta do freezer?
Muda o preço do kWh no mês, e o freezer sente igual ao resto da loja. Use sempre a tarifa da última conta na calculadora, não um valor de meses atrás.
Freezer cheio gasta mais que vazio?
Gelar o produto novo gasta; manter o que já está gelado gasta pouco. Freezer cheio e reposto aos poucos consome menos por garrafa que freezer meio vazio reabastecido de uma vez.
Hoje, antes de fechar, anote a plaqueta de cada freezer e separe a última conta de luz. Rode a calculadora e descubra quanto cada garrafa gelada custa para gelar. Se o acréscimo da gelada não cobre isso, a etiqueta de amanhã já pode ser outra. E com a gelada cadastrada à parte no sistema, o número das garrafas vem do relatório, não da memória.
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