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Produtos de impulso no caixa: o que colocar e quanto rende

Saiba que produto funciona na ponta de caixa, o que colocar em cada tipo de loja e quanto essa prateleira pequena pode render por mês, com a conta aberta.

Equipe VendaSimples 5 min de leitura
Cliente pegando um item do expositor ao lado do caixa de um mercadinho enquanto a operadora registra a compra, ilustrando produtos de impulso no caixa
Neste artigo

O cliente já decidiu, está com a carteira na mão e tem 40 segundos de fila pela frente. É o único momento da loja em que ele olha para uma prateleira sem procurar nada. Produtos de impulso no caixa existem para esse momento: item barato, decidido em 5 segundos, que o cliente leva sem pensar. Abaixo, o que funciona, o que colocar em cada tipo de loja e quanto essa meia prateleira rende por mês.

Que produto funciona na ponta de caixa

A ponta não é lugar de produto que sobrou nem de lançamento caro. Funciona o que passa em quatro testes ao mesmo tempo, e o cliente faz os quatro sem perceber enquanto espera a maquininha:

  • Preço que não exige decisão. Pequeno em relação ao que o cliente já está pagando. Quem fecha R$ 40 de compra leva um chiclete de R$ 3 sem pensar; não leva um item de R$ 25.
  • Uso imediato ou lembrança de falta. Pilha, isqueiro, carregador, bala, lâmina de barbear, fita isolante: o cliente se lembra de que acabou em casa na hora em que vê.
  • Margem alta por unidade. O espaço é pequeno e caro; item de margem apertada ocupa a vaga de um que paga a prateleira sozinho.
  • Reposição fácil. Ponta vazia não vende. O item precisa ter reserva no caixa e caber na mão de quem repõe na abertura.

Quem já tem uma gôndola de mercadinho sabe que a escolha do mix segue o giro. Na ponta, a regra é mais estreita: além de girar, o item precisa ser pequeno no preço e no tamanho. Um produto que gira bem na gôndola pode falhar no caixa só porque custa o dobro do que a fila aceita decidir.

O que colocar perto do caixa em cada tipo de loja

A lógica é a mesma para todo varejo, mas o item muda com o que o cliente acabou de comprar. A tabela traz os exemplos que a gente mais vê funcionando em loja de bairro; use como ponto de partida e troque pelo que o seu relatório de vendas confirmar.

Tipo de lojaO que costuma funcionar no caixaO que não funciona
MercadinhoChiclete, bala, chocolate pequeno, pilha, isqueiro, lâmina de barbear, saco de gelo no verãoProduto de gôndola em promoção: o cliente já passou por ele e não levou
Loja de roupasMeia, cinto, lenço, perfume pequeno, cartão-presentePeça da coleção: tem tamanho e exige decisão
Material de construçãoFita isolante, trena, luva, lápis de carpinteiro, bucha e parafuso em cartelaFerramenta elétrica: pesa no preço e na mão
Pet shopPetisco unitário, brinquedo de borracha, saco para coletaRação: é a compra principal, não a de impulso
AutopeçasAromatizante, pano de microfibra, fusível, lâmpada de farolPeça de aplicação: depende do modelo do carro
PapelariaCaneta, corretivo, adesivo, bloco pequeno, cartão de aniversárioMochila e agenda: a pessoa quer comparar
Exemplos de produtos de impulso para a ponta de caixa, por tipo de loja

Quanto rende a ponta de caixa: a conta

Digamos que a loja faça 150 cupons por dia e que 8 em cada 100 clientes levem um item de R$ 5 que custou R$ 2,50. São 312 itens por mês em 26 dias abertos: R$ 1.560 de faturamento e R$ 780 de lucro bruto saindo de meio metro de prateleira. No ticket médio, isso aparece como R$ 0,40 a mais por cupom, pouco para se notar e muito para se ignorar no fim do mês.

O número para guardar é o último: quanto vale cada ponto a mais na pegada. No exemplo, subir de 8 para 9 clientes em cada 100 vale R$ 97 por mês de lucro. É essa conta que decide se compensa trocar o item, mudar o expositor de lado ou pedir para a operadora oferecer. Para a loja inteira, o raciocínio está em como aumentar o ticket médio; a ponta é a parte dele que não depende de vendedor.

Como medir a pegada no PDV sem pesquisa

A pegada é a porcentagem de cupons que saem com pelo menos um item do caixa. Ninguém precisa anotar em papel: o PDV já registra cada venda com os itens dela, e a conta sai de três passos.

  1. 1Cadastre cada item da ponta com código de barras próprio e um grupo "caixa" no cadastro. Chiclete lançado como "diversos" some do relatório.
  2. 2No fim da semana, puxe o relatório de vendas por produto filtrado pelo grupo "caixa" e conte em quantos cupons ele apareceu. Dividido pelo total de cupons da semana, é a pegada.
  3. 3Troque o item que ficou abaixo de 2 em cada 100 por duas semanas seguidas. A vaga é pequena demais para carregar produto que ninguém pega.

Teste uma mudança de cada vez: só o item, só a posição ou só a oferta da operadora. Mudando os três juntos, a loja não sabe o que fez a pegada subir. Duas semanas por teste bastam para uma loja de 100 cupons por dia.

Preço visível e os erros que esvaziam a ponta

Item exposto para venda precisa de preço à vista, inclusive no caixa: é o que a Lei 10.962 exige para produto em vitrine ou gôndola. Na ponta, o preço sem etiqueta tem um custo a mais: o cliente que precisa perguntar "quanto é?" já saiu do modo impulso e, na maioria das vezes, devolve o item.

Os três erros mais comuns na ponta de caixa

Expositor na altura do chão, onde ninguém olha enquanto espera. Item vencido ou derretido, porque a ponta é o último lugar em que alguém confere validade. E a ponta como depósito de troca: o produto que o cliente devolveu volta para o caixa e fica ali, sem preço, ocupando a vaga do que vende.

Num sistema para mercadinho, o grupo "caixa" entra no relatório de vendas por produto, a etiqueta de preço sai do cadastro e a validade do item da ponta aparece no mesmo alerta dos outros. Relatório por produto e etiqueta fazem parte de todos os planos.

Hoje, conte quantos itens diferentes estão na ponta do seu caixa e quantos têm preço visível. Deixe cinco, todos abaixo de um décimo do seu ticket médio, cada um com etiqueta e reserva. Em duas semanas, puxe o relatório e troque o que não passou de 2 em cada 100 cupons. A prateleira é pequena; o hábito de medir é o que faz ela render.

Tags:Ponta de caixaCompra por impulsoTicket médioMercadinhoBalcãoPDV
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