Sistema para loja de bijuterias: grade de cor e consignado
Na bijuteria a perda não aparece na venda, aparece no mostruário que voltou com menos peça. O sistema certo registra cada saída, e não só a do caixa.

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A revendedora devolveu o mostruário na segunda: saíram 30 peças, voltaram 22 e o acerto veio de 6. Duas argolas sumiram no caminho e ninguém sabe qual cor. Um sistema para loja de bijuterias existe para esse tipo de conta, que o caixa sozinho nunca vê: a peça que sai sem ser vendida, em três cores, com um código que nenhum fornecedor imprimiu.
Onde a bijuteria some: as três portas da loja
A peça de R$ 15 que custou R$ 5 parece lucro garantido, e é justamente ela que desaparece sem alarde. Não é na venda que a loja perde. É no brinde dado no balcão, no expositor onde a argola dourada virou prateada de tanto trocar de cartela, e no mostruário que passa uma semana fora.
- Porta do balcão: venda, troca e brinde. Se o brinde não é registrado, ele vira diferença de inventário.
- Porta do expositor: 40 modelos de argola em 3 cores são 120 saldos diferentes. Sem grade, o relatório diz que tem argola quando só sobrou a cor que ninguém quer.
- Porta da consignação: a peça está com a revendedora, no salão ou no quiosque parceiro. Ela não foi vendida, mas também não está na loja.
O que cobrar do sistema numa loja de acessórios
Marca e mensalidade vêm depois. Primeiro, confira se o sistema fecha as três portas acima e ainda aguenta o sábado.
- 1Etiqueta pequena com código interno, gerada no cadastro e impressa em tamanho de cartela ou saquinho. Bijuteria não chega com EAN.
- 2Grade de cor, tamanho e banho: a mesma pulseira em dourado, prateado e rosé é um cadastro com três variações, cada uma com seu saldo.
- 3Saída em consignação separada da venda, com acerto de contas por revendedora e retorno do que sobrou ao estoque.
- 4Preço sugerido por categoria, a partir do custo e da margem que você definiu, para não precificar 80 peças novas uma a uma.
- 5Curva ABC por modelo, para a próxima compra seguir o que girou e não a memória de quem compra.
- 6Caixa que vende sem internet e emite NFC-e em contingência. Sábado e véspera de data não podem parar no provedor.
- 7NF-e para a revendedora com CNPJ, no mesmo caixa que emite o cupom da cliente do balcão.
Consignado e mostruário: como fechar o acerto
O mostruário sai da loja como uma saída própria, não como venda. Imagine a Lúcia, que tem uma loja de acessórios e cinco revendedoras. Cada mostruário que sai leva as peças bipadas em nome da revendedora, e o sistema mostra, a qualquer hora, quantas peças estão na rua com cada uma.
No acerto, a revendedora presta contas: o que vendeu vira venda com a comissão dela, o que voltou entra de novo no estoque e o que faltou aparece como diferença, com nome e data. É essa diferença que hoje se perde na margem alta. A regra é simples de dizer e difícil de manter no caderno: toda peça que cruza a porta tem um registro, seja venda, consignação, brinde ou descarte.
Semijoia em consignação ou compra firme: qual compensa?
O consignado também entra pela porta: o fornecedor de semijoia deixa a coleção na loja e só cobra o que vendeu. Parece de graça, mas o repasse por peça é maior que o custo da compra firme, e a diferença é o preço do risco que ele carrega. Coloque o preço de venda, os dois custos e quanto da coleção costuma encalhar, e veja em qual modelo sobra mais por peça:
Compra por 5, vende por 15: quanto sobra de verdade?
O multiplicador alto da bijuteria esconde as contas pequenas. Digamos que o brinco custe R$ 5 e saia por R$ 15: a taxa do cartão em três vezes, o imposto, a cartela, o saquinho e as duas peças que somem por mês comem uma parte desses R$ 10 que parecem lucro. Coloque os números de uma peça sua e veja o preço que fecha a conta:
A conta por categoria, com a diferença entre bijuteria, semijoia e acessório de cabelo, está em como precificar bijuterias.
Etiqueta que cabe na cartela
A etiqueta de bijuteria tem um problema físico: precisa caber numa tag de 2 centímetros ou num saquinho, sem esconder a peça. O sistema gera o código interno no cadastro e imprime na impressora térmica em etiqueta pequena, com nome curto, cor e preço.
A partir daí a argola dourada e a prateada são leituras diferentes no caixa, e o saldo de cada cor passa a bater com o expositor. Como escolher a impressora e o tamanho de etiqueta está em código de barras na loja.
Quanto custa um sistema para loja de bijuterias
Duas linhas do plano pesam mais que a mensalidade. O limite de produtos cadastrados: com grade, cada cor conta como um item, e 40 modelos em 3 cores já são 120. E a cobrança por nota emitida: quem vende muita peça barata emite muita NFC-e, e a tarifa por cupom cresce mais rápido que o faturamento.
Compare os planos pelo que a loja usa todo dia, e não pelo valor de entrada. Certificado digital, implantação e tarifa por documento entram na conta, e o detalhe de cada um está em quanto custa um sistema de gestão.
No VendaSimples a mensalidade acompanha o porte da loja (veja os planos), sem tarifa por cupom nem por usuário. Grade, etiqueta e caixa aparecem juntos na página de sistema para moda e acessórios.
Nota fiscal na bijuteria: cupom, NF-e e o teto do MEI
Para a cliente do balcão o documento é a NFC-e, emitida pelo próprio caixa no fim da venda, com as regras publicadas no portal SPED da Sefaz. Quando a compradora é revendedora ou lojista com CNPJ, o documento é a NF-e, e o sistema precisa emitir os dois sem cadastro paralelo.
Se a loja é MEI, o faturamento tem teto de R$ 81 mil por ano, segundo o serviço oficial do governo. Loja de acessórios que passa a vender semijoia costuma chegar perto desse número, e a passagem para ME não pode significar trocar de sistema no meio do ano.
Qual documento sai na troca, no brinde e na venda para revendedora está em qual nota fiscal emitir na loja.
O teste de dez minutos na demonstração
Leve três peças suas e peça para fazer, na sua frente, nesta ordem:
- Cadastrar um brinco em três cores num cadastro só e imprimir a etiqueta de cada cor.
- Montar um mostruário de dez peças em nome de uma revendedora e ver o estoque da loja diminuir.
- Fazer o acerto: quatro vendidas, cinco devolvidas, uma faltando. Conferir onde a que faltou aparece.
- Vender uma peça no leitor com a internet desligada e emitir a NFC-e.
Se o vendedor precisar improvisar em algum passo, é porque o sistema também vai improvisar quando você estiver sozinha com a loja cheia.
Perguntas frequentes sobre sistema para bijuterias e acessórios
Qual o melhor sistema para loja de bijuterias?
O que trata a variação de cor como parte do mesmo cadastro, registra a consignação como saída própria com acerto e imprime etiqueta pequena com código interno. Sem esses três, o controle da bijuteria volta para a caderneta.
Dá para controlar bijuteria sem código de barras?
Dá, desde que o sistema gere o código interno no cadastro e imprima a etiqueta na hora. Sem etiqueta, cada venda é uma busca pelo nome e a cor certa nunca é a que baixa.
Como registrar a comissão da revendedora?
No acerto do mostruário: as peças vendidas viram venda com a comissão dela calculada sobre o valor, e o sistema guarda por revendedora quanto saiu, quanto voltou e quanto ficou faltando em cada ciclo.
Comece pelo mostruário que está na rua agora: você sabe quantas peças e quais cores estão com cada revendedora? Se a resposta está num caderno ou na memória, é por ali que a margem alta escapa. Grade de cor, etiqueta pequena e consignação registrada são o que faz o expositor e o relatório contarem a mesma história.
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